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A Transformação Digital no e-commerce
11/06/2018

Falar sobre transformação digital é muito bom. Nos dá a oportunidade de desmistificar a tecnologia e enquadrá-la no nosso cotidiano, aproximando ela do nosso modo de vida.

Quando falamos em e-commerce, sempre vem à cabeça algo tecnológico, e sim, foi a tecnologia que criou essa variação do varejo, com esse “e” na frente.

Mas e como a transformação digital entra nessa brincadeira que já nasce digital? Simples, digitalizando o conhecimento e aplicando as tecnologias, trazendo para nossa vida essas mudanças.

Ok, não é tão simples assim, mas o mundo mudou e não temos escolha em aceitarmos isso. Veio e já está na mão de todos. Os smartphones estão espalhados da classe A a D e não tem mais volta, só tende a ficar maior esse movimento.

Assisti à uma palestra da IBM, onde o palestrante nos lembrou que o primeiro implante biônico já existe: é o CELULAR, e isso nos faz ter acesso a tudo de forma rápida e imediata. O poder do consumo está nas mãos do consumidor pela primeira vez na história.

Bom, mas voltando ao tema, o e-commerce e a Transformação Digital… Estamos em um mundo tecnológico que a cada semestre nos apresenta algo novo, mas não somos digitalizados.

Vou focar em dois mercados que conheço mais porque a minha empresa, Vendaecia.com, trabalha. Focamos em Indústrias e na ponta, as sacoleiras, que carinhosamente chamamos de “ Executivas Digitais” (Deem uma olhada no site - www.executivasdigitais.com.br).

Indústrias e a Transformação Digital para e-commerce:
Entre 1760 e 1840 um movimento mudou o mundo, as fábricas ganharam braços mecânicos e tudo evoluiu, a capacidade de produção aumentou e começou a era da indústria. Com o passar dos tempos, a tecnologia aumentou e ficamos muito bons nisso, (mas muito bons mesmo) e cada vez mais dependemos do consumo para “desovar” capacidades produtivas elevadíssimas, mas com margens cada vez mais apertadas.

Aí que o e-commerce apareceu e deu um nó na cabeça dos empresários, donos de fábricas. Como vendo neste mercado? Preciso de “atravessadores”? Quantos elos da minha cadeia são diminuídos? E assim por diante... Dúvidas que antes não existiam, pois, era “pedido pra cá, produto pra lá”.

Sim, mas como entrar em um mercado onde a competição é em tempo real com margens que tem que sustentar 3 ou 4 elos? Isso é um problema real e imediato, pois tenho que ser competitivo na hora, no momento.

Então, começou a saga de muitas indústrias que enxergam no e-commerce uma solução. Ao mesmo tempo, provocam uma mudança no varejo que conhecemos. Uma mudança que foi meio “Goela abaixo” tipo remédio ruim, ou entro ou morro. Não existe margem para eu distribuir para todos os elos e mais uma vez teremos que nos reinventar! Não é opção, e sim solução.

Mas aí que está o problema: se não sei como a coisa funciona, como entro neste mundo? Umas publicações falavam que era fácil e barato, foi gente de bando e … quebraram a cara. Porque não tinham “Maturidade Digital”, que é onde entra o processo de Transformação Digital!

Traduzindo esses conceitos para o uso cotidiano, levando cultura digital aos responsáveis pelos processos, aproximando toda a cadeia em um ambiente mais tecnológico. Isso é Transformação Digital: é traduzir e esclarecer conceitos aos colaboradores, é aproximar ferramentas de comunicação, é agilizar meios de pagamento, é saber em tempo real o que acontece e como meu cliente está em relação ao que ofereço.

Simples, não é? Não se engane, nada é simples. Tudo exige dedicação, sair da zona de “conforto” e ir para um mercado não explorado gera muitas dores. Devo me preparar muito bem para o que está acontecendo e para o que está por vir. Devo me moldar a essa nova era de coisas que acontecem com cliques, de marcas que aparecem por “mágica”... Mas lembrem que mágica é pra crianças. Para adultos chamamos de ilusionismo.

Não se engane com gurus e falsas receitas de bolo. Entrar neste mundo dói e dói muito, porém é muito necessário nos adaptarmos a essa nova era, uma era de informação onde tudo está a um clique de distância, onde as coisas acontecem em tempo real.

Precisamos aproximar as pessoas e encurtar os pontos, usando o que o mercado oferece para vender mais. São muitos nomes novos, mas com as mesmas intenções: vender mais e com mais agilidade. Digitalizar os processos para simplificá-los, para que possamos aplicá-los de forma mais eficiente e atingindo o entendimento de todos envolvidos.

Essa é só a ponta do que o mercado vai exigir de nossas empresas, só a pontinha mesmo. Tenho que pensar em coisas que não faziam parte do meu dia a dia. Tenho que entender de custos que não eram parte da minha estratégia, tenho que “granularizar” a produção e entrega, tenho que conhecer o CDC (Código de Defesa do Consumidor)…

Puxa, mas isso vale a pena? (tem muito mais coisas). Se souber fazer contas e estiver disposto a dedicar tempo e dinheiro, CLARO que vale a pena.

Como benefício, posso ter uma margem maior, um controle real dos meus clientes, uma aproximação com o mercado. Não é que seja bom, isto já é essencial em momentos como o que vivemos.

Exatamente na outra ponta temos as, um parênteses antes de continuarmos, usamos “as” porque mais de 75% das pessoas que trabalham com vendas diretas são mulheres, segundo WFDSA (Federação Mundial das Associações de Vendas Diretas).

Continuando, essa outra ponta, composta por pessoas que normalmente tem nas vendas diretas uma fonte extra de renda e, carinhosamente são chamadas de Executivas Digitais por nós aqui na Vendaecia, movimentam mais de R$ 5Bi por ano! E são extremamente digitalizadas, mas com ferramentas que são mais simples, que foram incorporadas ao seu “dia a dia” de forma bem rápida. 90% destas pessoas estão diariamente nas redes sociais, sim 90%, ou seja, a ferramenta digitalizadora destas pessoas devem passar por uso de redes sociais, porque isso facilita o entendimento e aproxima sem medo a tecnologia que já  foi apresentada e absorvida de forma natural.

Não adianta querermos que elas sejam um exponencial em mídia digital ou que trabalhem campanhas de Google Ads (algumas até vão fazer, mas este não pode ser o caminho).  Devemos é transformar a tecnologia dentro da realidade de cada um (mais uma vez, processos de Transformação Digital!).

Devemos “traduzir” as necessidades e entregar a essas pessoas uma coisa descomplicada: tecnologia pronta para o uso. Achar que ensiná-las a fazer um novo mundo digital passa por transformarem as mesmas em gurus do marketing é um erro. Ao invés disto, devemos transformar e digitalizar os processos que elas já fazem e, aí sim, não encontraremos barreiras para essa mudança.

Transformar em digital passa por simplificar processos que não seriam possíveis sem o uso da tecnologia. E assim, teremos uma digitalização de transformação. Nós, carinhosamente chamamos essas novas vendedoras de Executivas Digitais. O novo porta-a-porta está aí e temos que nos modificarmos.

Como disse anteriormente: não é mais uma opção, o mundo mudou e você não quer ficar fora desta mudança. Ou melhor, não pode.

Autor: Aldo Pacheco
Transformador Digital
Diretor Venda&Cia
Especialista em e-commerce


 

Nota do editor:

E-commerce é um dos temas a serem abordados no 1º CONGRESSO DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL & ExpoTD, além de um palco exclusivo para discutir sobre ferramentas, estratégias e cases.

Conheça a programação completa no link abaixo:
1º CONGRESSO DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL & ExpoTD

 

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