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ARTIGO O Design Estratégico e o Projeto para a Experiência
24/07/2020

O Design Estratégico é uma abordagem contemporânea do Design – assim como Design Thinking e Human Centered Design – que visa extrapolar o pensar e fazer projetos.

A perspectiva é de relacionar princípios do design a outras áreas de conhecimento e prática, como gestão, marketing, economia, mais implicadas na configuração de estratégias organizacionais e, portanto, tomada de decisões. A maneira tradicional de entendimento do design subentende uma dinâmica linear de atuação, geralmente brifado pelo MKT ou pela gestão.

Nesse sentido, o design – e, portanto, os designers – tem a incumbência de idear possibilidades e, rapidamente, pensar em como concretizar a solução para o briefing recebido. Entretanto, as abordagens contemporâneas de design rompem esse entendimento ao propor a construção de pontes entre conhecimentos de diferentes áreas, competências e pessoas.

A partir dessas relações de aproximação, inter e transconexão, essas abordagens visam soluções mais conectadas às pessoas, extrapolando a preponderância do mercado. Nesse contexto, o design estratégico busca desenvolver uma perspectiva sistêmica de geração de soluções e, também, de inovações.

Por meio de uma lógica denominada Sistema Produto Serviço, são colocados em prática conhecimentos, princípios, ferramentas e metodologias que buscam desenvolver propostas pautadas nas relações intrínsecas entre as dimensões Produto, Serviço, Comunicação e Experiência.

Esse combo projetual possibilita o desdobramento de estratégias complexas, permitindo que cada uma dessas dimensões opere como ponto de contato entre as pessoas e as propostas pensadas para elas. 

Algo fundamental nessa maneira de abordar do design estratégico é a preponderância da imaterialidade no que consumimos hoje. E esse é o caso, especificamente, da Experiência. Apesar de não ser contemplada no nome “Sistema Produto Serviço”, a Experiência é uma das dimensões mais importantes para a abordagem do design estratégico.

Muitas vezes, ela é o centro dessa projetação sistêmica, assumindo o papel do “produto”, por exemplo. Nesse caso, considera-se o Projeto para a Experiência, uma vez que não é possível projeta “A Experiência” que cada pessoa irá ter/viver ao usufruir de algo, ou, de um benefício.

O Design para a Experiência leva em consideração muitos fatores, como elementos físicos que podem gerar tais benefícios, sendo pautados, na maioria das vezes, em emoções que o projeto quer/pode despertar.
 


Infográfico apresentando as relações entre dimensões de projeto a partir da abordagem do design Estratégico. Fonte: da autora



Luzes, cores, texturas, volumes, sons, cheiros, interações, elementos físicos são alguns dos elementos que podem ser considerados ao pensar em Design para a Experiência. Nesse contexto, o objetivo mais importante é a geração de Bem Estar, ainda que isso pareça muito subjetivo e pessoal.

Claro, é possível projetar o Bem Estar a parir de evidências obtidas por meio de pesquisas comportamentais. Mas, antes de considerarmos essa probabilidade, é importante levar em consideração que o Projeto para Experiência pode (e deveria) ser pensado a partir das pessoas, pois, serão elas que viverão a Experiência.

Para isso, práticas de aproximação são bem vindas e, apesar de parecerem simples, são muito eficazes. Porém, o que geralmente as organizações usam são instrumentos de pesquisa frios, onde não há sequer a observação de pessoas e suas interações com algo (serviço, produto, ambiente, etc). Isso não contribuiu para o Projeto para a Experiência, e os resultados, geralmente, são pensados de modo genérico e distante.

Ora, se estamos enfrentando um momento de revisão de muita coisa, por que não revisar essa prática também? Talvez aí sim teríamos produtos, serviços, ambientes e tantas outras soluções pensadas de modo mais personalizado, inclusivo e realmente satisfatório.

Como tudo isso impacta em experiências positivas de Homme Office?

Entendendo que o Projeto para a Experiência (ou seja, o design para a experiência), procura relacionar diferentes elementos, pensar na combinação desses elementos de modo a buscar gerar Bem Estar às pessoas é algo que passa tanto por propostas de mobiliários, como de serviços.

Isso pode ser feto de modo simples, repensando a implicação do mobiliário e das cores e texturas na promoção de Bem Estar para as pessoas, por exemplo. Ou, como que projetos de serviços podem também promover o bem estar para as pessoas, pensando que esses projetos precisam ser deslocados agora para as casas das pessoas. 

Autora: Paula Visoná

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