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As CINCO competências do Profissional do Futuro!

Tenho sido convidado para falar sobre as profissões do Futuro, mas entendo que quem “tentar adivinhar” quais serão, irá fazer um exercício de futurologia sem nenhuma garantia de acerto. Como diriam os  mais antigos, iria agir como a Mãe Dináh (se você não sabe quem foi, pesquise no Google).

Nas minhas apresentações, o foco, muito mais do que falar sobre as profissões do futuro, tem sido abordar o Profissional do Futuro, pois as profissões só quem tem bola de cristal poderá acertar quais serão, mas as competências desse profissional sim, é possível prever com 100% de exatidão.

Eu diria que mais do que habilidades em ferramentas digitais, necessárias para toda e qualquer atividade, não importa o segmento e/ou porte da empresa, o fundamental são competências que os jovens precisam ter.

E não somente os jovens. Os mais experientes, levam uma grande vantagem, pois essas competências são inatas de quem já viveu muitas experiências, principalmente aqueles que conseguiram aprender como funciona o ambiente digital, e como os modelos de negócios evoluíram, transformando as empresas.

Pelo menos, aquelas organizações sque estão desenvolvendo um projeto de Transformação Digital.

Mas voltemos as competências do Profissional do Futuro.

Existe boa literatura sobre o tema. Um dos principais livros sobre Competências do Futuro, é do Andrea Iorio, CDO da L’Oréal Brasil. Recomendo!

Inspirado nesse livro e atento ao dia a dia das empresas em transformação, foi possível perceber suas dificuldades em ter alguém com perfil adequado e adaptado a essa nova era.

Abaixo relato as cinco competências, baseado na minha experiência no ITD, que TODO Profissional deve ter, para ser considerado não só um Profissional do Futuro, mas ser o profissional necessário e desejado pelo mercado.

01. PENSAMENTO CRÍTICO
Atitude de desafio para identificar oportunidades de geração de valor para as empresas.

Essa competência precisa ser exercitada diariamente, com doses maciças de questionamento do status quo dos processos das empresas.

O famoso porquê?
Por que isso é feito dessa forma?
Por que não tentamos evoluir os processos internos e externos?

Evoluir é muuuito diferente de mudar.

Em todas as empresas no qual realizamos ou estamos desenvolvendo um projeto de transformação digital, recebo muitas respostas do tipo: “sempre foi assim...”, “quando cheguei já era feito desse jeito...”, “todos fazem igual...”.

Ou seja, poucos questionam se aquele processo, muitas vezes, igual a décadas, atende as necessidades do mercado.

Se um dos elementos, senão o principal, da Transformação Digital é a Experiência do Consumidor, por que não pensar se os processos atuais atendem essa necessidade?

02. FLEXIBILIDADE COGNITIVA
Capacidade de adaptação do nosso cérebro às situações em constante transformação para resolução de problemas complexos, capacidade de julgamento e tomada de decisões para diferentes modelos de negócios.

No passado, era comum, uma pessoa passar anos se preparando para uma profissão, pensando num tipo de empresa que desejava trabalhar. Uma indústria, um comércio, uma prestadora de serviço.

Tornava-se um especialista naquele segmento de negócios. Só ver aqui mesmo no LinkedIn, quantas pessoas postam, com orgulho, seus “x” anos num único tipo de negócio.

Só que hoje, um supermercado vende seguros, uma concessionária de automóveis atua como um coworking, uma rede de varejo oferece serviços. Numa rápida pesquisa nas notícias dos últimos anos, iremos encontrar uma infinidade de empresas que mudaram seus modelos de negócios.

Para que você seja um Profissional do Futuro, é importante, eu diria mais, é fundamental você exercitar seu cérebro, para tomar decisões, não baseada no seu passado como especialista “naquela” atividade, mas sim enxergando o futuro e como os novos modelos de negócios estão impactando as empresas.

 


Os negócios continuam os mesmos. O que mudou é o "modelo".

 


Entenda como auxiliar os empresários a adaptar e evoluir seus modelos de negócios, e você será o construtor das empresas do futuro.

03. EXECUÇÃO INOVADORA
Mais FOCO na execução do que na ideação e capacidade de negociação para atingir os objetivos propostos.

Você já viu a quantidade dos eventos de ideação?
Você já percebeu como o mundo está cheio de teóricos?
Você já percebeu como poucos, muito poucos, dizem com clareza o que estão fazendo? Como estão fazendo? E os resultados?

Vivemos na Era da Teoria, onde todos falam, falam muito, mas poucos realizam de verdade.

Aquele modelo de consultor especialista, que era contratado a peso de ouro, para dizer o que fazer, mas não metia a mão na massa, não encontra mais espaço hoje. Pelo menos nas empresas que já entenderam que a transformação digital é execução e não teoria.

Mostre não só os caminhos para atingir os resultados esperados.
Mostre que você é capaz de fazer acontecer.

Não espere que alguém da empresa assuma esse papel de executor, pois provavelmente ele não terá as suas competências e depois você será o responsável (ou culpado?), pelo projeto de transformação digital daquela empresa ser um sucesso só nos slides de apresentação e nunca no resultado da operação.

04. CONHECIMENTO DO COMPORTAMENTO HUMANO
Liderança, Inteligência Emocional, Gestão de Pessoas e trabalho em equipe.

A escola não ensina essas competências.
A universidade aborda esses temas de forma muito superficial e teórica.

Participo de muitos hackatons, em especial com escolas públicas do ensino médio, e tenho preferência pelos de ideação, pois são neles que você pode e deve identificar os líderes do Futuro.

Desenvolvemos no ITD, uma metodologia, que não só trabalha a ideação de projetos, mas estimula, identifica e avalia quem serão os líderes do futuro, quem tem capacidade de ser um gestor de equipe, ou pode ter essa competência estimulada e desenvolvida de forma a termos profissionais no futuro com essa competência.

Considero essa, uma das competências que pode e deve ser trabalhada desde o início da adolescência. Só assim, teremos no futuro, verdadeiros líderes e pessoas com capacidade de gestão de pessoas, já que a transformação do mundo dos negócios, exige equipes com variadas habilidades, emo modelos não convencionais de trabalho e atuando de forma remota.

05. CRIATIVIDADE
Criatividade vem do latim creatus. Inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, em várias áreas.

Esse é uma das descrições existentes. Essa palavra foi criada há milhares de anos e até hoje, poucos conseguem e muitos tentam, exemplificar como se aplica nos negócios.

A grande questão que trago pra discussão não é a explicação da palavra e sim como podemos desenvolver Criatividade nas pessoas.

Um dos grandes problemas para que a criatividade seja adquirida é o modelo adotado no ensino médio, que prepara o jovem para fazer uma prova do Enem e conquistar uma vaga na universidade e não o prepara para a vida. Esse modelo está totalmente desassociado das competências necessárias para o profissional do futuro.

A escola não estimula a criatividade, pois sua preocupação está relacionada com os números de quantos alunos passaram no vestibular e não quantos se prepararam para a vida.

De nada adiante, fazer publicidade de que está preparando os jovens para os futuros, se sua maior preocupação é após o vestibular, divulgar quantos alunos passaram nos testes.

Como sempre reforço. São as perguntas que movem o mundo.

Talvez, e agora o recado é para os pais, a pergunta certa que deveria ser feita quando você fosse analisar qual escola colocar seu filho (a), seja “onde estão os jovens que estudaram nessa escola?”

Conheço escolas americanas que se orgulham de informar ao mundo, quantos alunos se tornaram CEO´s das grandes empresas, quantos se tornaram presidentes dos EUA. Quantos receberam um Prêmio Nobel.

E aqui no Brasil, quais escolas você conhece que informa onde seus ex-alunos estão?

O reflexo disso são, de um lado os milhares de jovens buscando estágios e colocação no mercado de trabalho, e de outro, centenas de empresas com vagas abertas, mas que procuram jovens com competências que não possuem.

Na minha agência, sempre tivemos funcionários que se destacaram e foram embora e hoje atuam em algumas das maiores empresas do Brasil.

Sempre estimulamos a "pensar" como o dono. Não só pensar, mas agir. Com liberdade. Isso sim formou os profissionais que hoje brilham em outras empresas e os que continuam conosco, o fazem porque encontram um ambiente propício ao seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Os que estão na agência, o fazem pelos benefícios que um modelo de gestão totalmente descentralizado oferece. Além da oportunidade de se autogerenciar, administrando seus horários mais produtivos e entregas, ter oportunidade de acompanhar a filha na ida a escola diariamente, ou fazer seus horários na faculdade, ou ainda ir a academia, ao cinema, no momento que tiver vontade, sem que isso seja considerado desinteresse no trabalho, são vantagens que só quem tem sabe o valor.

Isso me enche de orgulho, pois percebo que estimulamos todas essas competências, para que essa pessoa tenha se tornado um profissional competente, desejado pelo mercado.

Muitas vezes, em palestras que realizo, pergunto para as pessoas: “O que você está esperando pra demitir seu chefe? O que você está esperando para procurar um negócio que permita sua evolução, como pessoa e como profissional?”

Vejo muita gente reclamando do emprego, do chefe, das atividades chatas, repetitivas e sem perspectiva.

Mas a responsabilidade é sua.
Transforme-se num Profissional do Futuro, ou o mercado vai abandoná-lo.
Depois não adianta colocar a culpa no chefe, no governo, na crise.

Para concluir, importante incluir nessa lista, algumas habilidades técnicas.

Se lá no passado, minha mãe me disse: “Aprende datilografia para ser alguém na vida”, hoje, você precisa entender quais as habilidades para entender o mundo em transformação, são importantes e complementares as competências do Profissional do Futuro.

Não necessariamente habilidade técnica (execução) mas habilidade de entendimento do que representa para o mundo dos negócios, é fundamental.

1. Cloud Computing
2. Inteligência Artificial
3. UX Designer

Uso sempre a frase abaixo, para resumir tudo isso:

 

"Não é a HABILIDADE em ferramentas digitais que vai te dar o emprego ou o negócio dos sonhos.

É o seu CONHECIMENTO dos novos modelos de negócios".

 

Autor: Paulo Kendzerski
? Presidente do Instituto da Transformação Digital
? Membro do Enterprise Europe Network
? TOP 1% no Linkedin - Social Selling Index
? Diretor Presidente da agência WBI ON LIFE, desde 2000
? 30 anos de atuação no ambiente corporativo
? Especialista en Planejamento Estratégico Digital
? Consultor em mais de 500 projetos de inovação
? Prêmio "Campanha Destaque Google 2015”
? Autor do livro "Web Marketing e Comunicação Digital“ (2 edições – 2005 e 2009)
? co-autor do livro "Impressão Digital. A tecnologia a serviço da Comunicação
? co-autor do livro “Gigante de Vendas.

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