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Varejo brasileiro já fatura 50% menos e até e-commerce vê perdas.
13/04/2020

Levantamento da emissora de cartões ELO mostra efeitos rápidos e graves para o varejo.

Uma recente pesquisa realizada pela Elo Performance e Insights, time de consultoria da Elo, uma empresa de pagamentos, mostrou que o avanço do novo coronavírus (covid-2019) no país já causa uma retração perceptível nos números do varejo nacional.

A pesquisa comparou os dados de faturamento das vendas realizadas pelo varejo brasileiro no crédito e no débito durante as duas últimas semanas de março, após a explosão de casos da Covid-2019 no país, com a média para o mesmo dia da semana no período entre 5 de janeiro e 22de fevereiro de 2020 – quando o novo coronavírus ainda não tinha impactado a economia nacional de forma direta.

Vale dizer que os dados apresentados na análise são apenas um recorte do resultado do varejo brasileiro nas últimas semanas, já que tem como base apenas a carteira de clientes da Elo. O levantamento abrange dados nacionais, de SP e RJ em lojas físicas e o e-commerce no Brasil de modo geral.

Os resultados da análise mostram que, desde o dia 13 de março, os faturamentos das vendas no crédito e no débito do varejo brasileiro apresentam quedas de até 50%.

Entretanto, algumas áreas do varejo sentiram mais essa diminuição do faturamento do que outras. Enquanto supermercados e farmácias apresentaram resultados negativos de, no máximo, 10% em comparação com as últimas semanas, outros subsetores do varejo veem suas operações paralisarem aos poucos, como é caso do turismo.



Uma pesquisa realizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) reforça a ideia de que supermercados começam a enfrentar uma queda de faturamento apenas nessa semana.

O estudo da APAS mostrou que o movimento presencial nas lojas dos supermercados paulistas começou a apresentar uma queda considerável, após alguns dias de aumento de vendas.

Na última quarta-feira (25), segundo dia da quarentena determinada pelo Governo de São Paulo, vendas cresceram 11,4% em comparação com o dia 26 de fevereiro, também uma quarta-feira. Ainda que seja um aumento, o crescimento é muito mais modesto do que os resultados apresentados nos dias 16, 17, 18 e 19 de março, quando o número de vendas dos supermercados paulistas chegou a crescer 48,5% em comparação com o mesmo período de fevereiro.

Queda de faturamento nacional no débito
A queda no faturamento oriundo de compras com o débito chegou a 45% no último dia analisado (25 de março), considerando todos os setores do varejo. Porém, alguns subsetores foram mais decisivos do que outros para essa queda de faturamento.

O resultado foi puxado pelo desempenho de alguns subsetores do varejo brasileiro que apresentaram queda de até 93% no faturamento de compras no débito, caso do subsetor do varejo vestuário, de turismo e estacionamentos. Já farmácias e supermercados foram os subsetores que apresentaram os melhores resultados dos últimos dias – ainda que também tenham sofrido com a queda de faturamento.

Na análise do varejo sem esses dois subsetores, a situação é ainda pior. Quando excluídos os números de vendas no débito das farmácias e supermercados, a queda de faturamento de vendas no varejo atinge 67%.
 


Queda de faturamento nacional no crédito
Assim como no débito, o crédito também sofreu forte queda nas vendas, com uma queda de faturamento de aproximadamente 50%.

Da mesma forma como aconteceu com o faturamento das vendas no cartão de débito, alguns subsetores foram mais decisivos do que outros para essa queda. A análise ressalta que os subsetores de turismo, vestuário e estacionamentos tiveram grandes quedas no faturamento nessas últimas semanas.

Em comparação com esses subsetores, farmácias e supermercados tiveram uma queda mais amena, tanto no crédito, quanto no débito.

Quando excluídos os números de vendas no débito das farmácias e supermercados, a queda de faturamento de vendas realizadas no cartão de crédito no varejo atinge 61%.
 



E-commerce também sofre
Com as ordens de reclusão social e o fechamento de lojas físicas, o e-commerce chegou a ser considerado uma ferramenta que poderia salvar o setor varejista. Porém, segundo a análise da Elo, até mesmo as compras do varejo na internet tiveram uma queda significativa no faturamento nessas últimas semanas.

Apesar da expectativa de maior gasto em e-commerce devido ao distanciamento social, a pesquisa da Elo aponta que, no geral, o faturamento apresentou uma queda de 35% nas últimas semanas de março.

Embora o subsetor de restaurantes e bares tenha conseguido um resultado positivo, com muitos estabelecimentos realizando serviços de entregas de comida sem a possibilidade de abrir os salões, o resultado geral foi de queda.
 



fonte: ELO
 

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